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25 de abril: Dia Mundial de Combate à Malária

A redução da prioridade política do controle da malária pode estar vinculada à verificação da queda sucessiva anual da sua incidência e a valorização de controle de outras endemias. Porém, eliminar uma doença não é uma tarefa fácil e não podem ser reduzidas as medidas eficazes de controle antes de alcançaR esse objetivo

08/04/2018

No Brasil, até 2016 estava havendo por mais de 10 anos redução da incidência da doença, do número de hospitalizações no SUS e redução do número de óbitos.

Infelizmente, em 2017 assistimos a um aumento elevado da incidência (mais de 50% em relação a 2016). A que se atribui essa reversão da tendência decrescente da incidência? Provavelmente, vários fatores decorrentes da perda da prioridade política do controle da malária nos níveis federal, estaduais e municipais na Região Amazônica. Assim, houve redução de recursos financeiros, materiais e de pessoal, refletindo uma menor atividade de controle. As hospitalizações e os óbitos ainda continuam baixos, porém a incidência de casos cresceu muito, tanto por P.vivax, como por P.falciparum.

Sofremos o risco do surgimento no País de cepas de P.falciparum resistentes aos medicamentos atualmente disponíveis, podendo aumentar o número de casos graves e óbitos. É preciso eliminar a infeção pelo P.falciparum, antes que isso aconteça.

A redução da prioridade política do controle da malária pode estar vinculada à verificação da queda sucessiva anual da sua incidência e a valorização de controle de outras endemias. Porém, eliminar uma doença não é uma tarefa fácil e não podem ser reduzidas as medidas eficazes de controle antes de alcançar esse objetivo.

Professor emérito da UnB Pedro Tauil…