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Jovem premiada pela SBMT tem trabalho publicado em renomada revista científica e estabelece parceria internacional

A Plos é uma das revistas com maior fator de impacto na área de Medicina Tropical

13/12/2015
Publicação

Publicação na Plos possibilitou parceria com a Universidade de Stanford para expandir os estudos sobre a transmissão da dengue na comunidade analisada

Reconhecida com o terceiro lugar no Prêmio Jovem Pesquisador, em agosto de 2014, a doutoranda Mariana Kikuti tem dado passos largos dentro da comunidade científica, desde então. O trabalho dela – sobre diferentes áreas de risco para dengue dentro de uma mesma comunidade em situação de vulnerabilidade social – foi publicado, em julho deste ano, na prestigiada revista PLOS Neglected Tropical Diseases (NTD).

A PLOS é um projeto sem fins lucrativos que funciona como uma biblioteca de revistas científicas e publicações afins dentro do modelo de licenciamento de conteúdo aberto. Por mês, são feitos quase 2 milhões de downloads das publicações cadastradas no site da iniciativa.

“A publicação de um artigo em uma revista prestigiosa como a PLOS NTD é um muito satisfatório, não apenas por ser uma das revistas com maior fator de impacto na área de Medicina Tropical, mas também porque passa por um crivo rigoroso de pares acadêmicos”, explicou Kikuti.

Para ela, a publicação na PLOS é um excelente impulso na carreira de um jovem pesquisador. “Fico muito contente em ver que todo o esforço dedicado, não só por mim, mas por toda a equipe envolvida no projeto, começa a colher bons frutos”, acrescentou.

De acordo com a cientista, a participação no Prêmio Jovem Pesquisador gerou valiosas contribuições dos avaliadores, o que certamente contribuiu para que o trabalho pudesse ser aceito em uma renomada revista.

A pesquisa foi feita em conjunto com uma equipe que atua na comunidade Pau de Lima, em Salvador (BA), desde 2009. A proposta era analisar unidades territoriais da localidade estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conhecidas como setores censitários. O trabalho mostrou que uma mesma comunidade em situação de vulnerabilidade social pode ter diferentes áreas de risco para dengue.

Parcerias

A publicação do estudo na PLOS, de acordo com Kikuti, possibilitou uma grande visibilidade do trabalho desenvolvido em Pau de Lima. “Com isto, já estabelecemos parceria com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, para expandir os estudos sobre a transmissão desta doença na comunidade em que trabalhamos”, comemorou.

Outra parceria foi feita com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, para estudar em toda a cidade os fenômenos observados no trabalho. “Além disso, outros estudos epidemiológicos têm sido feitos na comunidade [de Pau de Lima], visando identificar fatores individuais e peridomiciliares associados aos casos de dengue detectados na unidade de saúde, o grau de subnotificação de casos da doença e como a introdução de um teste rápido pode impactar a conduta clínica de pacientes com dengue”, disse a cientista.

O Prêmio Jovem Pesquisador, que teve a sua segunda edição este ano, em Fortaleza, durante o MEDTROP 2015, prestigia os estudantes de graduação e de pós-graduação, visando estimular a formação de novos “tropicalistas”.