O 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2026), realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, entre os dias 16 e 19 de agosto, chegou ao fim nessa quarta-feira (19). Durante quatro dias, pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes, gestores e representantes da sociedade civil organizada e de instituições brasileiras e internacionais participaram de debates sobre os principais desafios da Medicina Tropical e as doenças que afetam populações do Sul Global. O evento contou com participantes de vinte países, Alemanha, Angola, Argentina, Bolívia, Brunei, Canadá, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, México, Moçambique, Paraguai, Peru, Reino Unido, Suíça, Uruguai, Venezuela, além de 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal.
A programação teve início com os cursos pré-congresso e o 11º Fórum de Doenças Negligenciadas. Ao longo do congresso, conferências, mesas-redondas e apresentações de trabalhos científicos abordaram temas centrais para a Medicina Tropical, como mudanças climáticas, vacinas, novas tecnologias, diagnóstico e tratamento, políticas públicas e os desafios para a prevenção e o controle das doenças tropicais. O MEDTROP 2026 contabilizou 1.765 trabalhos científicos aprovados, 105 mesas-redondas, 70 miniconferências, 22 conferências e 14 salas simultâneas.
Premiações da edição
No último dia houve a premiação dos melhores trabalhos, nas modalidades apresentação oral e e-pôster, com prêmios em dinheiro para os três primeiros colocados de cada categoria.
Apresentação Oral
1º lugar (R$ 2.000)
Guilherme Moraes Buganza
“Desempenho de modelos de aprendizado de máquina baseados em dados climáticos na antecipação de surtos de dengue: análise ecológica por regiões administrativas do Distrito Federal, 2020-2025”
2º lugar (R$ 1.500)
Fredi Alexander Diaz Quijano
“Efetividade de vacinas contra a covid-19 em crianças de 6 meses a 4 anos no Brasil (2023-2024)”
3º lugar (R$ 1.000)
Lucas Bussiki Corrêa da Costa Kotecki
“Preditores de artralgia crônica após infecção por chikungunya: uma revisão sistemática e meta-análise”
E-pôster
1º lugar (R$ 500,00)
Valéria Paes Lima
“Antimicrobianos em pacientes com síndrome respiratória aguda grave por Sars-CoV-2 no Hospital Universitário de Brasília: perfil de gravidade, classificação AWaRe e tendência temporal, 2020-2021”
2º lugar
Paulo Sérgio da Paz Silva Filho
“Impacto da expansão dos testes rápidos moleculares no diagnóstico da tuberculose no Nordeste brasileiro entre 2020 e 2025”
3º lugar
Cláudio José Ferreira Lima Júnior
“Óbitos fetais associados à sífilis congênita em residentes no Distrito Federal, Brasil, 2015-2024”
Os participantes também tiveram a oportunidade de concorrer a quinze inscrições para o MEDTROP 2027, que será realizado em Natal (RN), de 22 a 25 de agosto de 2027.
Os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde, o acesso ao diagnóstico e ao tratamento e a participação de pessoas afetadas por doenças negligenciadas na construção de políticas públicas estiveram entre os principais assuntos do congresso. A programação também trouxe experiências de pesquisadores, profissionais e instituições que atuam diretamente nos territórios.
Para o presidente da SBMT e do MEDTROP 2026, Dr. Gustavo Romero, o encontro permitiu aproximar a pesquisa das necessidades encontradas nos serviços de saúde. “Tudo o que discutimos aqui precisa chegar aos territórios, aos serviços de saúde e às pessoas que mais precisam. O congresso é justamente esse espaço de encontro entre ciência, sociedade e políticas públicas para transformar conhecimento em ação”, destacou,
O MEDTROP 2026 reuniu representantes do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose REDE-TB, de universidades, de instituições de pesquisa, de organizações internacionais e da sociedade civil. A realização contou com mais de 12 patrocinadores, além de instituições apoiadoras, expositores e parceiros.



