Documento atualiza orientações e cria fluxos claros de atendimento para quem ainda convive com sequelas da covid-19 no SUS
O Ministério da Saúde acaba de publicar o “Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-COVID” no Âmbito do SUS, documento de 174 páginas que atualiza e substitui as orientações anteriores da pasta. O material traz orientações práticas e baseadas em evidências para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de quem continua com sintomas ou desenvolve novas complicações semanas ou meses após a covid-19.
O guia define condições pós-Covid como sinais, sintomas ou problemas que persistem ou surgem quatro semanas ou mais após a infecção pelo SARS-CoV-2, sem outra causa óbvia. Eles podem aparecer mesmo em casos leves ou assintomáticos e afetam vários sistemas do corpo: cardiovascular, respiratório, neuropsiquiátrico, endócrino, renal, musculoesquelético, entre outros.
Com fluxogramas claros, tabelas e figuras, o documento detalha o manejo na Rede de Atenção à Saúde (RAS), de forma a reforçar o papel da Atenção Primária como porta de entrada e a integração com reabilitação, telessaúde e o Programa Agora Tem Especialistas. Há capítulos específicos sobre a Síndrome Pós-Cuidados Intensivos, saúde mental e atenção diferenciada a populações vulneráveis, como indígenas, trabalhadores da saúde, população negra, LGBTQIAPN+, quilombolas, moradores de rua e povos do campo, floresta e águas.
Dados nacionais citados no guia mostram que cerca de 25% das pessoas que tiveram Covid-19 no Brasil relatam sintomas persistentes, com maior impacto em mulheres e indígenas.
Clique aqui e faça o download do Guia Nacional de manejo das condições pós-Covid no âmbito do SUS: Guia manejo pós-covid SUS



