DTNs: prevenir, diagnosticar e tratar

O impacto das DTNs recaem de forma desproporcional sobre crianças, comunidades tradicionais e populações de áreas rurais
Mais do que um problema tropical, as DTNs refletem escolhas sociais e políticas que mantêm populações inteiras à margem das prioridades públicas e privadas, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão

 

Em 30 de janeiro, o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) lembra que, mesmo no século XXI, doenças preveníveis e tratáveis seguem adoecendo milhões de pessoas, sobretudo em contextos de desigualdade, falta de saneamento e acesso limitado ao diagnóstico e ao cuidado em saúde. Mais do que um problema tropical, as DTNs refletem escolhas sociais e políticas que mantêm populações inteiras à margem das prioridades públicas e privadas, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão.

No Brasil, enfermidades como doença de Chagas, leishmaniose, esquistossomose, hanseníase e filariose linfática, eliminada como problema de saúde pública em 2024, ainda persistem, sobretudo em territórios de maior vulnerabilidade social, como as regiões Norte e Nordeste. Seus impactos recaem de forma desproporcional sobre crianças, comunidades tradicionais e populações de áreas rurais.

Neste dia, a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) reforça o chamado global de unir, agir e eliminar, destacando que ciência, Sistema Único de Saúde (SUS) fortalecido e políticas intersetoriais são fundamentais para romper o ciclo da negligência e avançar rumo a um Brasil mais saudável e justo.

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